Medo

07/08/2018 15h00

Não sei se vocês irão se lembrar das várias vezes que aqui estive, mas isso é irrelevante, na época estava adoecido, ferido profundamente na alma e cego de ódio acumulado por séculos.

Não estou santificado e nem curado, sou aquele mesmo espírito cheio de falhas e cicatrizes, mas agora já posso ver que possuo limitações e, portanto, posso tentar me corrigir, não creio que seja fácil e nem espero por facilidades, não nego e nem me envergonho das trapaças e desenganos que cometi, fiz porque como me disseram: era tudo que eu conseguia fazer no momento, também não me apego a esse passado, o saudosismo nunca foi meu companheiro. Aliás percebi também que companheiros nunca tive, fiz escravos, seres aprisionados pela minha ânsia de poder, eram cativos por medo.

Ah! O medo, como ele é poderoso para aquele que se deixa dominar, escravizar e aprisionar, quantos batalhões dominei porque tinha a capacidade de manipular esse sentimento que paralisa e mata. Afastem essa doença fatal com o poder daqueles que tudo pode. Jamais abram as comportas da fraqueza para que não caiam no domínio de seres como eu fui até alguns poucos meses atrás.

Já disse e repito, esse testemunho não é feito pela minha santidade, é mais uma das visitas que prometi ao ser resgatado, é certo que já tenho um certo apreço por todos aqueles que me ajudaram, mas ainda não o denomino de amor, seria inocência demais da minha parte, e a imagem pueril não combina comigo.

Além de agradecer aqueles que com sentimento de profunda nobreza me atenderam reforço o pedido ou recado, tranquem com mil cadeados as comportas do medo, o mal não se estabelece onde ele não consegue penetrar, bate em retirada e no vazio agoniza e morre, sejam força, sejam aço forjado para carregar o mundo se necessário for, nada os vencerá e tudo aquilo que tanto desejam achará um meio de os encontrar. Preciso ir, voltarei mais duas vezes em datas a serem determinadas pelos trabalhadores que estão a colaborar com todos aqui.

Fiquem bem.

Um ex monstro.

Mensagem psicografada na UE Allan Kardec em 31/03/2018