Por que atiramos pedras em Jesus Cristo?

21/03/2018 21h58

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Considerando a imortalidade do espírito, a continuidade da vida e a pluralidade das existências, podemos supor que a maioria de nós esteve acompanhando a passagem de Jesus Cristo pelo plano terreno, há mais de 2000 anos atrás, talvez encarnados ou não.

Sendo assim, se, desde esta época remota, tivéssemos abraçado os ensinamentos e princípios do Mestre Nazareno, possivelmente não teríamos mais a necessidade de tantas reencarnações posteriormente, a não ser em caráter missionário.

Então, se ainda estamos aqui, passando por provações e expiações, tendo nossas "cruzes" para carregarmos, ainda caminhando e lutando para nos tornar seres melhores, existe uma grande possibilidade de não só termos jogado pedras em Jesus Cristo, mas de também termos escarnecido, desacreditado, humilhado e até ofendido nosso amado guia e Mestre.

Por que fizemos isto a uma pessoa que só pregava o Amor e a Paz? Por que nos juntamos aos que queriam sua morte? Não fomos capazes de sentir o amor que emanava de sua personalidade e que era contagiante. Ignoramos suas inúmeras curas e bondades. Tivemos medo de perder poder, riquezas, ter que abrir mão de paixões inferiores e viciosas em nome de um mundo mais justo e equilibrado. Estávamos entorpecidos pelos desejos materiais e sensuais e aquele homem era uma ameaça a tudo isto. Pelo nosso egoísmo frenético e preconceituoso, causava-nos ojeriza pensar em conviver e dividir "nossas coisas" com pobres, leprosos, velhos e crianças doentes e maltrapilhos, que faziam parte dos seguidores deste mártir.

Hoje, com muito arrependimento em nossos corações, devemos recordar de Jesus Cristo, imaginando que realmente poderíamos estar lá fazendo parte desta massa ensandecida que acompanhava sua subida ao Calvário.

Sabemos que o próprio Cristo pediu a Deus, nosso Pai, que nos perdoasse, porque não sabíamos o que estávamos fazendo. Então honremos e louvemos tamanho Amor e Misericórdia, agora nos esforçando para, não só aprender seus ensinamentos, como vivenciá-los todos os dias de nossas vidas. Sejamos dignos de tantas oportunidades, dizendo um basta ao nosso entorpecimento. Que possamos despertar após tantos erros que persistem desde este passado equivocado, reconhecendo e melhorando nossas próprias imperfeições.

Alegremos Jesus Cristo, seguindo o que ele queria para nós, que amássemos a Deus acima de tudo e ao nosso próximo como a nós mesmos! E façamos disto a nossa redenção libertadora, nosso recomeço!

Autor: André Leandro Pardi Franchi - servidor público