O Mentor Espiritual - Parte 3

25/05/2018 18h28

De volta com a série de estudos sobre os nossos queridos mentores espirituais, relembramos que o artigo passado nos ensinou que os mentores nos assistem de perto, mas sempre tendo em vista que somos detentores do livre arbítrio e responsáveis pelas reações de nossas ações. Sendo assim, se nos afastamos dele, deixando aberta a porta às más influências, eles assim respeitarão, retornando sempre que nosso coração novamente se der conta de que o caminho do bem é o único caminho que vale a pena. Para que contemos com essa proteção, não são necessários nomes ou visões, basta que peçamos o seu auxílio, e eles sempre nos socorrerão com seus bons conselhos e intuições, mostrando por onde devemos caminhar.

Continuando, hoje mais oito questões novas do Livro dos Espíritos virão ao nosso auxílio na compreensão e aprendizado de tema tão lindo e importante.

**Questão 505 LE – Os Espíritos protetores que tomam nomes conhecidos, são sempre, realmente, os das pessoas que usaram esses nomes? **

*Resposta – Não, mas de Espíritos que lhe são simpáticos e que, frequentemente, vêm por sua ordem. Precisais de nomes, então, eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis cumprir uma missão pessoalmente, enviais, vós mesmos, um outro que age em vosso nome. *

Voltando mais uma vez à questão dos nomes, a Espiritualidade demonstra que nem sempre os mentores que dizem ter nomes conhecidos realmente os têm. Somos nós quem necessitamos de denominações, então, eles utilizam os que nos causam simpatia e confiança, sendo geralmente espíritos que nos são simpáticos, embora na vida terrena, não nos lembremos.

**Questão 506 LE – Quando estivermos na vida espírita, reconheceremos nosso Espírito protetor? **

*Resposta – Sim, porque, frequentemente, vós os conhecíeis antes de encarnardes. *

De forma simples, explica-se nesta questão que, no momento do retorno à vida espiritual, reconheceremos o nosso mentor, haja vista que quase na totalidade das situações, eles são Espíritos que já conhecemos antes mesmo de encarnar.

**Questão 507 LE – Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores? Podem se encontrar entre os médios? Um pai, por exemplo, pode vir a ser o Espírito protetor de seu filho? **

*Resposta – Ele o pode, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, um poder ou uma virtude a mais concedida por Deus. O pai que protege seu filho, pode ser, ele mesmo, assistido por um Espírito mais elevado. *

Aqui se tem uma desmitificação muito comum quando o assunto é mentor. A Espiritualidade não nos traz a premissa de que os mentores são sempre seres muito evoluídos. Ensinam que para que haja uma proteção, há que haver uma certa evolução, uma virtude a mais, o que não significa dizer que são Espíritos de mais alto grau evolutivo.

**Questão 508 LE – Os Espíritos que deixaram a Terra em boas condições, podem sempre proteger os que ama e que lhes sobrevivem? **

*Resposta – Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes deixa sempre toda a liberdade de agir. *

Brevemente, entendemos que os Espíritos que nos deixam, e que vão em boas condições, nem sempre poderão nos assistir e proteger, já que vivenciam certas limitações em suas possibilidades.

**Questão 509 LE – Os homens no estado selvagem ou de inferioridade moral, têm, igualmente, seus Espíritos protetores? Nesse caso, esses Espíritos são de uma ordem tão elevada quanto aqueles dos homens mais avançados? **

*Resposta – Cada homem tem um Espírito que vela por ele, mas as missões são relativas ao seu objetivo. Não dais a uma criança que aprende a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo vós mesmos um Espírito superior que vela por vós, podeis, a vosso turno, virdes a ser o protetor de um Espírito que vos é inferior, e os progressos que o ajudardes a fazer contribuirão para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito, além do que comportem sua natureza e o grau que alcançou. *

Complementando a dúvida mais recorrente acerca do tema, a Espiritualidade deixa claro que todos nós, mesmo o ser humano visto como mais vil, temos mentores, reafirmando que eles não são Espíritos de evolução máxima. Explicam que nós mesmos, um dia, poderemos ter protegidos de grau evolutivo inferior ao nosso, o que nos auxiliará em nosso adiantamento. Por isso, entende-se que cada um possui um mentor superior a si, mas nunca extremamente evoluído, visto que todos temos as nossas limitações, e não aprenderíamos lições demasiadamente adiantadas, já que essa ainda não é a realidade em que nos inserimos.

**Questão 510 LE – Quando o pai que vela pelo filho vem a reencarnar, vela ainda por ele? **

*Resposta – Isso é mais difícil, mas ele convida, num momento de desprendimento, um Espírito simpático para o assistir nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão missões que podem cumprir até o fim. O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência é material, está mais submetido ao seu corpo para poder ser inteiramente devotado, quer dizer, assistir pessoalmente. Por isso, aqueles que não são bastante elevados, são, eles mesmos, assistidos por Espíritos que lhe são superiores, de tal sorte que se um faltar por uma causa qualquer, é substituído por outro. *

Aqui se verifica que, se um pai vela da Pátria Espiritual, por seu filho, no momento de seu retorno é muito difícil que o continue fazendo, já que, especialmente se encarnados na matéria, são mais voltados a si mesmos, mas sempre deixa um Espírito simpático incumbido de tal missão. Frisam, de forma muito importante, que os Espíritos não aceitam missões que não poderão cumprir até o fim.

**Questão 511 LE – Além do Espírito protetor, um mau Espírito é ligado a cada indivíduo tendo em vista compeli-lo ao mal e lhe fornecer uma ocasião de lutar entre o bem e o mal? **

*Resposta – Ligado não é o termo. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar do bom caminho quando encontram oportunidade; mas quando um deles se liga a um indivíduo, o faz por si mesmo, posto que espera ser escutado. Então, há a luta entre o bom e o mau, e vence aquele que homem deixa imperar sobre si. *

Pode-se utilizar como metáfora para essa explicação os desenhos animados, que mostram em cada ombro de uma personagem, um anjo e um demônio falando-lhe aos ouvidos. Sim, isso ocorre na vida real, mas isso não significa que os dois sejam ligados a nós. Temos nosso mentor, o bem ao nosso lado, sempre. O mal chega quando a ele damos abertura, e aí sim, ele tentará de todas as formas nos influenciar. Vencerá aquele que decidirmos ouvir.

**Questão 512 LE – Podemos ter vários Espíritos protetores? **

*Resposta – Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que se afeiçoam e se interessam por ele, como tem os que o assistem ao mal. *

Por fim, ensinam-nos que temos sim Espíritos simpáticos que se ligam a nós, mas os seus graus de evolução variam, podendo, desta forma, termos Espíritos maus que nos acompanhem e tentem exercer influência.

Desta feita, o estudo de hoje nos propiciou o aprendizado de que os mentores são Espíritos que nos são simpáticos e, quando desencarnarmos, iremos os reconhecer de outras épocas. Além disso, ensinou-nos a Espiritualidade que mesmo o mais baixo ser humano do ponto de vista moral, possui o seu mentor, aduzindo que mentores não são seres de máximo grau de evolução, mas sim, superiores a nós, a fim de exercer de forma efetiva a sua proteção. Finalmente, verificou-se que o bem é a nós ligado o tempo inteiro, mas o mau está sempre à espreita para as nossas aberturas, buscando nos influenciar.

Por isso, querido leitor, está se lembrando de vigiar e orar? Está ouvindo às inspirações de seu mentor? Leve isso para o seu dia-a-dia.

Paz a todos!

Autora: Rafaela Paes - colunista voluntária do Blog Letra Espírita