Interrompendo o círculo vicioso

25/05/2018 14h45

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Levando-se em consideração que nos encontramos em experiência terrena, tendo mais uma oportunidade de aprendizado e reparações, é inevitável que tenhamos dívidas acumuladas a serem resgatadas. E, com estas dívidas, estabelecemos relacionamentos vinculantes com outros espíritos, normalmente associados a injustiças e males praticados um contra o outro, ora num sentido, ora no outro, ora sendo algoz, ora sendo vítima, numa sequência repetitiva que pode se arrastar por várias existências, formando o círculo vicioso que necessitamos interromper.

Além deste círculo ser prejudicial aos envolvidos, o mesmo gera energias e vibrações negativas que alimentam os planos inferiores, contribuindo para sua manutenção. Por isto não se trata apenas de resolvermos pendências individuais, mas também de pararmos de contribuir negativamente com as esferas mais necessitadas.

Precisamos, em primeiro lugar, reconhecer que temos estas dívidas, mesmo não nos lembrando das mesmas. Sabendo disto, devemos interpretar que situações que vivenciamos que nos transtornem, magoem, ofendam ou despertem qualquer tipo de sentimento inferior, podem ser oportunidades de estarmos resgatando as mesmas, afinal nada acontece por acaso e a justiça divina é perfeita.

Então nos policiemos para não contrair mais débitos, tendo uma conduta equilibrada, benevolente, tolerante e caridosa; entendendo que, por termos os esclarecimentos trazidos pela Doutrina Espírita, temos mais deveres e obrigações do que aqueles que ainda não conhecem estes ensinamentos.

Exercitemos o perdão de forma constante e ilimitada, pois assim, além de evitarmos estabelecer novos círculos viciosos, estaremos mostrando para nossos credores que por ventura estejam desencarnados, que aprendemos a perdoar e que não somos mais os seres odiosos e vingativos que já fomos no passado.

Particularmente, adoto esta expressão do perdão também em minhas orações diárias, me dirigindo a todos aqueles que já me prejudicaram em algum momento da minha existência, oferecendo não só o perdão, mas o meu agradecimento, porque, de alguma maneira, o mal que foi praticado contra mim serviu para o meu aprendizado e evolução. Assim como peço perdão a todos os irmãos que já tenha prejudicado, no passado ou presente, mesmo não me recordando de todos meus erros.

Estabeleçamos a paz conosco e com nossos irmãos, sejam encarnados ou desencarnados e interrompamos nossos círculos viciosos.

Autor: André L.P.Franchi - servidor público