Buscando nossos objetivos evolutivos

07/12/2018 16h09

Retomando as considerações iniciadas no artigo "Estamos no nosso Depois de Cristo?", voltamos a enfatizar que um dos principais objetivos de nossas jornadas aqui no plano terreno é a nossa melhoria, nosso processo evolutivo.

A lógica reencarnacionista é baseada na nossa capacidade de irmos melhorando existência após existência, quase sempre intercaladas por estadas nos planos espirituais inferiores e superiores, para nossa preparação e aprendizado.

Porém, somente com a chegada do Espiritismo, recebemos os esclarecimentos necessários para traçarmos caminhos seguros que nos conferem maiores chances de atingir estes objetivos evolutivos. Jesus Cristo foi o modelo inicial proposto e apresentado à humanidade, em termos de parâmetro de evolução. Sua vinda ao plano terreno nos deixou um legado de exemplos e ensinamentos.

Após Jesus Cristo, tivemos várias personalidades que deixaram suas vidas registradas na história da civilização, por serem exemplos de pessoas aparentemente "normais", mas que foram "chamadas" ou "convocadas" através das mais variadas formas, seja pela espiritualidade maior ou pelo próprio Mestre Nazareno e, que se tornaram referências em termos de amor, fraternidade, solidariedade e caridade. Já foram citados Maria de Magdala e Saulo de Tarso, que se tornou o apóstolo Paulo, posteriormente santificado, também temos a bela história de Francisco de Assis, que se tornou São Francisco, assim como vários outros casos nas mais diversas épocas e circunstâncias.

Devemos tomar como lição destes exemplos, que é possível mudarmos e recomeçarmos, independente de quem sejamos e de quantos erros já tenhamos cometidos.

Afinal de contas, Saulo de Tarso, antes de seu "despertamento" era um fariseu que perseguia cristãos e ordenava suas mortes; Maria de Magdala era uma meretriz que vivia num mundo de entorpecimento e sexualidade; Francisco de Assis era filho de um rico comerciante, levava uma vida de jovem conquistador e até participou em guerras. Nenhum deles nasceu em berço "iluminado".

Porém, não é um caminho fácil, exigirá muito esforço e sacrifícios de nossa parte, consistindo de um processo gradual e paulatino e, que deve ser vivenciado intensamente e de forma dedicada por cada um de nós.

Mas o que nos moverá por este caminho estreito e difícil? Este é um questionamento essencial para que o processo funcione.

A resposta está em duas características mandatórias para que a reforma íntima seja realizada com chances de sucesso: a vontade e a coragem.

Então, primeiramente devemos entender que a reforma íntima é a ferramenta que auxiliará nosso processo evolutivo, um dos principais objetivos de nossas jornadas terrenas.

Precisaremos de vontade e coragem para realizar esta reforma, entendendo que é um processo complexo, que "mexerá" com nossas vidas, mudando hábitos, comportamentos e pontos de vista.

Durante este processo, desenvolveremos o autoconhecimento, trazendo nossos defeitos e virtudes à tona, sem máscaras e nem ilusões, portanto exigindo humildade e lucidez.

Não será um processo tranquilo, pois passaremos por momentos de frustração e angústia, até por conta de encararmos traumas e complexos que temos e não sabemos e, de nos defrontarmos com imperfeições que estão tão "enraizadas" em nosso ser que serão muito desafiantes.

Que a espiritualidade continue nos amparando em nossos estudos e que possamos aproveitar nossas atuais encarnações de forma plena, nos esforçando ao máximo para sermos vitoriosos.

Dizem que uma das maiores felicidades que podemos ter é desencarnar e olhar para trás percebendo que cumprimos nossos objetivos.

Que este seja um sonho factível para todos nós!

Autor: André Franchi - Servidor Público