Acredito na Educação!

29/03/2018 11h17

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Coletiva e dialógica, onde um auxilia o outro a evoluir e ambos evoluem

As paixões predominantes no comportamento humano têm provocado desequilíbrio de toda ordem. Exemplo disso é o poder que deveria ser instrumento vivo de promoção humana, física, emocional e espiritual, sendo utilizado para alimentar o ego daqueles que assinam e assassinam as Leis com suas atitudes. "Não acredito que o mundo poderá melhorar", dizem muitos. "Esses que aí estão, tem jeito, não", exclamam outros que não veem solução para o corpo caótico da humanidade. Como promover a mudança tão almejada? Quem tem esse poder de mudar?

Acredito ser a Educação importante instrumento para despertar consciências equilibradas; não acredito que a transformação ocorra da noite para o dia, mas, enxergo no nascimento de crianças a cada segundo em todos os pontos do universo, o surgimento de pessoas que poderão agir diferente. Precisamos estimular o conhecimento aliado ao coração, pois "não basta ter coração, é preciso ter bom coração", disse o educador Hilário Ribeiro. É a reflexão de que o intelectualismo não supre o cultivo dos sentimentos.

Não acredito numa educação solitária, mas coletiva e dialógica, onde um auxilia o outro a evoluir e ambos evoluem. Esse processo educativo está ocorrendo em muitos lares que veem a Educação, não apenas como formação intelectual, mas também como a chave para o progresso moral. "Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a arte de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam as plantas novas", disse Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita.

Acredito serem os pais ou outros responsáveis pelos filhos importantes aliados para a formação de pessoas do Bem; acredito nos professores, profissionais que além de instruírem também auxiliam no desenvolvimento social do ser. Acredito numa Política Educacional que ofereça condições para o despertamento da centelha de Luz que cada pessoa traz dentro de si: As potencialidades! Sim, potências da alma para ser inteligente, mas também bom, honesto, justo, amoroso e conhecer Deus, assim como propôs o educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi.

Acredito na importância de todas as religiões, não naquelas que estimulam o "ganhar" o Reino de Deus aqui, mas naquelas que reaproximam e religam o Filho ao Pai e consigo, e sobretudo promovem o respeito entre todas as pessoas. Acredito "na pureza e na simplicidade da religião(...) racional e experimental que representa a fé ativa e não a ‘fé cega’, obcecada, filha do fanatismo", segundo Caibar Schutel em Interpretação Sintética do Apocalipse.

Chegará o tempo em que teremos neste mundo pessoas inteligentes e virtuosas. Mas, "com esse tipo de pessoas que temos aqui?", indagam alguns. Eu penso que precisamos insistir e investir sempre naqueles que estão sob nossa responsabilidade procurando, primeiramente, exemplificar o bem, que se praticado, torna-se hábito que vai incorporar em nós, como virtudes.

A carência das virtudes resulta no tipo de mundo que estamos vivendo onde falta respeito, amorosidade, fraternidade, justiça, ética, em síntese: ainda predomina o orgulho e o egoísmo.

Ter um mundo melhor é possível. E o investimento e a responsabilidade devem ser de todos. A re(educação) deve ser contínua, coletiva e prazerosa. Junto com a educação, precisa ocorrer o processo de auto-educação, ou seja, não podemos pensar que é apenas o outro que está errando. Autoconhecimento é a proposta que para mudar o outro, precisamos fazer o caminho para dentro de nós. O semelhante é nosso espelho. Enxergamos aquilo que somos, portanto, interessante é melhorar o pensamento, sentimento e atitude e então seremos co-laboradores da mudança externa, partindo de uma mudança interna.

Autora: Fátima Frota - presidente Associação de Jornalistas e Divulgadores Espíritas – AJES/MS